Editorial

No final de 2002 uma questão era inerente em nossos debates de corredor, como um curso da Ciência da Informação poderia sobreviver sem seu própio informativo? Um folhetim que levasse nossas idéias para além da rodinha da cantina. Afinal uma vez escrito as idéias já não te pertencem. A Revolução Francesa foi preparada com impressos a vulsos. As grandes idèias forma difundidas por jornais artesanais distribuidos de mão em mão.
Mas ainda tinhamos um problema, que nome dariamos a um jornal que lembrasse a Arquivologia e fosse um referencial? Alguns cursos ja tem seu informativo e tornou-se uma tradição. O curso de Comunicação é o "Primeira Mão", o da História é o "Carcará", o da Engenharia é ":O Bode", etc... Mas como chamar o nosso? Foi quando surgiu a idéia do "A Gaveta" em alusão ao "A Gazeta" que sarcasticamente esperamos não ter nada parecido além do nome e da gozação. E todo Arquivista não tem como fugir de uma gaveta.
Mas gaveta é onde se guardam as coisas e se tranca aquilo que você não quer trazer a tona. O propio Gratz passou os seus mandatos engavetando o que não interessava a corrupção do estado. Contudo, nossa gaveta é diferente, a idéia e desengavetar nossas opiniões, é filtrar as notícias que já existem, é convencer aquilo que não se convence, é fomentar o debate para que ele não morra, é dar humor ao que não tem graça, é tratar a informação com responsabilidade e coerência. Claro que vai ser também um informativo do que anda acontecendo nos bastidores de nosso curso.
O mundo anda de cabeça pra baixo, as coisas andam explodindo, o presidentesaiu dizendo que deixou um ótimo legado e os problemas sociais estão em volta se multiplicando junto com a população. No Brasil ocorrem 40.000 assasinatos por ano, pela ONU aqui ja existe uma Guerra Civil, para ela se há mais de mais de 15.000 mortes violentas já é considerado uma guerra. Atualmente o país possui 170 milhões de cabeças de gado, ou seja, tem mais boi do que gente e mesmo assim aumenta o numero de pessoas morrendo de fome.
No governo de FHC os 30 maio bancos cresceram 313% e mais de 20% do PIB dixaram de ser estatal e foi para empresas privadas. O nosso, graças a Deus, ex-presidente sai dizendo fez mais pelo Brasil do que qualquer outro, só não diz para qual Brasil, só se for o dele! A cara de pau vai tão longe que ele lançou um livro com todos os seus discursos no Brasil e no exterior. Isso eu tenho que concordar, de discurso o sujeito é bom.
De qualquer forma o jornal informativo do curso de Arquivologia vem com toda a força em 2003 para trazer a opinião de todos que queiram participar do nosso direito de fazer a informação. Vamos promover o debate político, social e a indagação geral. Aproveitamos para convocar todos os corpos discente e docente de Arquivologia a estarmos preparando futuras publicações do A Gaveta. Façam da literatura a sua aliada, do cinema um amigo, da informação uma arma contra tudo de errado que existe por aí. Desejamos a todos uma boa leitura e um 2003 de realizações.

André Malverde

EQUIPE TÉCNICA 1º Jornal
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